Como lidar com a hesitação vacinal: estratégias a partir da percepção de profissionais de saúde

Autores

  • Patrícia de Lima Lemos Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Curso de medicina – Rondonópolis (MT), Brasil. Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família em Rede (PROFSAÚDE) – Rondonópolis (MT), Brasil.Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Programa de Pós-Graduação em Biociências e Saúde (PPGBIOS/ UFR-MT) – Rondonópolis (MT), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-5956-4471
  • Ester Paiva Souto Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Centro de Estudos Estratégicos (CEE), Núcleo Interdisciplinar sobre Emergências em Saúde Pública (Niesp) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-8168-8585
  • Celita Almeida Rosário Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0003-3518-9141
  • Priscila Cardia Petra Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Centro de Estudos Estratégicos (CEE), Núcleo Interdisciplinar sobre Emergências em Saúde Pública (Niesp) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. https://orcid.org/0000-0003-3468-2030
  • Flávia Maria Martins Vieira Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Centro de Estudos Estratégicos (CEE), Núcleo Interdisciplinar sobre Emergências em Saúde Pública (Niesp) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – Recife (PE), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-7474-8850
  • Fabiana Turino Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) – Vitória (ES), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-5291-1346

Palavras-chave:

Pessoal de saúde, Atenção Primária à Saúde, Vacinação, Hesitação vacinal

Resumo

No Brasil, a vacinação é essencial na Atenção Primária à Saúde (APS), e o aumento da hesitação vacinal exige revisão de estratégias. Este estudo analisa formas de lidar e minimizar esse fenômeno, a partir da percepção de profissionais de saúde, fundamentado na teoria da psicologia social. A pesquisa qualitativa foi realizada com 86 profissionais da APS em diferentes municípios e no Distrito Federal. A análise temática organizou as estratégias em três eixos: (1) Relação entre usuários e profissionais de saúde, destacando vínculo, longitudinalidade e acolhimento; (2) Ações em comunicação, abordando infodemia, adequação da divulgação às novas tecnologias e fortalecimento da participação popular; e (3) Ações intersetoriais e vigilância em saúde, incluindo territorialização, aprazamento das vacinas, uso da caderneta de vacinação e fortalecimento da educação em saúde. O estudo aponta que a comunicação eficaz, a capacitação dos profissionais e o engajamento intersetorial são fundamentais para reduzir a hesitação vacinal e aprimorar coberturas vacinais. Conclui-se que evidenciar fatores que intervêm na vacinação, na ótica dos profissionais de saúde, permite planejar estratégias mais assertivas e revelar a multiplicidade de ações para ampliação da adesão vacinal.

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Publicado

2026-07-27

Como Citar

1.
Lemos P de L, Souto EP, Rosário CA, Petra PC, Vieira FMM, Turino F. Como lidar com a hesitação vacinal: estratégias a partir da percepção de profissionais de saúde. Saúde Debate [Internet]. 27º de julho de 2026 [citado 12º de agosto de 2026];50(150 jul-set). Disponível em: https://www.saudeemdebate.org.br/sed/article/view/10578

Edição

Seção

Artigo Original

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão disponíveis sob demanda, condição justificada no manuscrito