Eficiência dos gastos em saúde no SUS: uma análise interfederativa com base em indicadores de resultado (2019-2024)
Palavras-chave:
Financiamento da saúde, Sistema Único de Saúde, Eficiência, Indicadores de saúde, Avaliação de políticasResumo
Este estudo avalia a eficiência dos gastos públicos em saúde nas unidades federativas brasileiras entre 2019 e 2024, com base em dados secundários públicos e abertos. Foram analisados indicadores de financiamento, estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) e resultados em saúde, com destaque para a taxa de Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária (Icsap). Os dados monetários foram deflacionados para reais de 2024 e calculados indicadores derivados por habitante. A eficiência relativa foi estimada pelo resíduo de modelos lineares da taxa de Icsap em função de insumos selecionados (gasto per capita, leitos e profissionais por habitante). Devido ao possível sub-registro das Icsap em 2019, as análises inferenciais concentraram-se no período de 2020 a 2024. Os resultados revelam desigualdades estruturais entre estados e crescimento real do gasto, com desempenho heterogêneo nos indicadores de resultado. Minas Gerais e Distrito Federal apresentaram melhor desempenho ajustado, enquanto estados da região Norte demonstraram menor eficiência relativa. Conclui-se que a avaliação da eficiência ajustada é um instrumento útil para orientar a alocação equitativa de recursos e subsidiar decisões informadas no âmbito do SUS.
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