Violência sexual, gravidez e aborto na adolescência: realidade da sociedade brasileira
Palavras-chave:
Gravidez na adolescência, Delitos sexuais, Aborto, Estupro, EpidemiologiaResumo
A gravidez na adolescência está relacionada com sexarca precoce, condições socioeconômicas baixas e violência sexual. Em 2023, 32,5% das vítimas de estupro tinham entre 10 e 13 anos, enquanto a faixa etária de 14 a 19 anos correspondeu a 18,9% do total de vítimas. Assim, objetivou-se sistematizar o conhecimento sobre os fatores envolvidos na violência sexual, gravidez e aborto na adolescência na realidade brasileira. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio de levantamento bibliográfico em bases de dados nacionais e internacionais. Constatou-se que, em 2023, 11,9% dos nascidos vivos no Brasil tiveram mães entre 10 e 19 anos que viviam em condições socioeconômicas desfavoráveis. Complicações associadas à gestação e ao parto foram consideradas a segunda causa de morte entre adolescentes. No Brasil, de 2020 a 2023, em 44,2% dos estupros registrados, a vítima tinha entre 10 e 19 anos, e foi evidenciado que até 15% das adolescentes engravidam após violência sexual. Há associação entre a gravidez na adolescência e desfechos materno-neonatais adversos, como distúrbios hipertensivos da gestação e baixo peso ao nascer. A gravidez na adolescência é um problema preponderante no Brasil, especialmente entre adolescentes pretas e indígenas e de menor poder aquisitivo.
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