Meu remédio é do mato: a autoatenção de raizeiros e raizeiras da Chapada do Araripe como resistência ao neoextrativismo

Autores

Palavras-chave:

Plantas medicinais, Cultura popular, Antropologia médica, Saúde pública, Relatos de caso

Resumo

A autoatenção à saúde corresponde a um conjunto de práticas baseadas nas experiências populares e no protagonismo dos sujeitos em seu próprio cuidado. Essa dimensão resguarda a historicidade das comunidades, os elementos identitários e, sobretudo, os modos de vida, oriundos também da sociobiodiversidade. No caso dos raizeiros, a sabedoria popular relacionada ao uso de plantas medicinais desenvolve-se nas trocas com o meio ambiente e é construída de maneira particular, conforme as características do ecossistema de convivência. Este estudo teve como objetivo analisar a autoatenção de raizeiros e raizeiras participantes do Encontro de Saberes, realizado anualmente na região da Chapada do Araripe. Trata-se de um estudo de caso, tendo como matriz analítica a concepção de autoatenção proposta por Menéndez. A autoatenção acessa a realidade sociocultural dos indivíduos e, no caso deste estudo, amplia os espaços de cuidado à saúde, disseminando saberes e práticas e expandindo a noção de autoatenção para a de socioatenção, sendo nodal o acesso à biodiversidade.

Publicado

2026-05-27

Como Citar

1.
Miranda Machado R, Duarte Martins R, Maria Carvalho Sousa I. Meu remédio é do mato: a autoatenção de raizeiros e raizeiras da Chapada do Araripe como resistência ao neoextrativismo. Saúde Debate [Internet]. 27º de maio de 2026 [citado 27º de maio de 2026];50(especial 2). Disponível em: https://www.saudeemdebate.org.br/sed/article/view/10718

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito