Avanços e reveses nos atendimentos com práticas integrativas: estudo ecológico na região Norte do Brasil
Palavras-chave:
Terapias complementares, Sistema Único de Saúde, Sistemas de informação em saúdeResumo
Este estudo ecológico analisou os atendimentos com Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics) na Atenção Primária à Saúde na região Norte do Brasil, entre 2019 e 2024. Os dados foram obtidos dos sistemas Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab) e DataSUS, sendo calculadas as taxas de atendimentos padronizadas por 10.000 habitantes. Foram analisadas as tendências temporais por meio de regressão segmentada (Joinpoint), estimando-se as variações percentuais anuais (APC e AAPC). No período, foram registrados 101.255 atendimentos com Pics. Os estados com maiores taxas médias foram Amazonas, Tocantins e Acre. Identificaram-se variações significativas nas tendências, com crescimento expressivo em alguns estados, queda em outros e estabilidade em parte da série. A acupuntura e seus desdobramentos (inclusive auriculoterapia) foram as práticas mais prevalentes. Os achados evidenciam desigualdades territoriais, fragilidade nos registros e baixa institucionalização das Pics em alguns contextos. Em uma região marcada pela diversidade sociocultural e pela presença de saberes tradicionais, as Pics desempenham papel relevante como estratégia de cuidado, especialmente em áreas com menor acesso a serviços convencionais. Conclui-se que é necessário ampliar os investimentos, qualificar os registros e fortalecer a integração das práticas integrativas às políticas públicas de saúde
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