Projetos formativos em saúde pública no Brasil: para evidenciar as influências dos contextos sociais, políticos e do mundo do trabalho ao longo do tempo

Autores

Palavras-chave:

Saúde pública. Sistema Único de Saúde. Pessoal da saúde. Educação em saúde. Política de saúde.

Resumo

O presente artigo analisa os projetos formativos em Saúde Pública/Saúde Coletiva no Brasil no conjunto  de suas experiências, com destaque para elementos  contextuais, de forma a apontar características e questões centralmente presentes na experiência  brasileira dessa modalidade formativa. Será dada  historicidade ao trabalho e a formação do sanitarista,  pontuando suas contradições, seus alinhamentos e  suas perspectivas. Isso será analisado a partir de  categorias analíticas que representam seis períodos  históricos distintos a partir de 1889: a) conjunção  sócio-político; b) prática do sanitarista; c) projeto  formativo; d) institucionalização e organização da  saúde pública. Um quadro analítico é apresentado e  discutido, a partir dele são apontadas as evidências de mútua influência entre os contextos sócio  sanitários e os projetos formativos e o mundo do trabalho do sanitarista ao longo do tempo. O desafio é fazer uma  formação contra hegemônica ao modelo de produção capitalista e que egressos de bacharelados em Saúde Pública/Saúde Coletiva consigam se inserir e atuar  nessa perspectiva. Fazer adaptações ao projeto  formativo parece válido, no entanto, pode não ser suficiente para mudar as tensões estruturais, já que a  conjuntura política e econômica historicamente tem determinado o ‘para que’, o ‘onde’, o ‘como’ e o ‘para  quem’ o sanitarista trabalha.

Downloads

Publicado

2023-06-17

Como Citar

1.
Viana JL, Gusmão J de O, Marques MC da C, Castellanos MEP, Louvison MCP, Akerman M. Projetos formativos em saúde pública no Brasil: para evidenciar as influências dos contextos sociais, políticos e do mundo do trabalho ao longo do tempo. Saúde debate [Internet]. 17º de junho de 2023 [citado 27º de fevereiro de 2024];46(134 jul-set):710-2. Disponível em: https://www.saudeemdebate.org.br/sed/article/view/6164

Edição

Seção

Artigo Original