A adolescência em um mundo em transição acelerada: políticas do provisório quanto ao uso prejudicial de substâncias
Resumo
O artigo sumariza dados e informações acerca das transformações na adolescência/juventude no contexto contemporâneo e sua associação com o uso e abuso de substâncias psicoativas. Diante da profunda reformulação de mercados e hábitos referentes a substâncias lícitas e ilícitas, frequentemente combinadas, cabe repensar os marcos de regulação, prevenção e tratamento. Embora mercados e hábitos tradicionais, lícitos (como álcool e tabaco) ou ilícitos (com o predomínio da coca/cocaína e derivados da cannabis) prevaleçam no contexto brasileiro, cabe prospectar novos mercados e modalidades de uso. Transformações rápidas e profundas não devem conduzir ao medo, indiferença ou inércia. A ciência e a sociedade contemporâneas contam com ferramentas para lidar com esses desafios. Deixando de lado a relativização absoluta de conceitos e políticas, assim como a assertividade sem base conceitual ou empírica, cabe formular ‘políticas do provisório’. O fato de serem necessariamente provisórias não significa ausência de critérios ou marcos, mas sim sua renovação. Cabe adotar: uma racionalidade balizada por limites (bounded rationality); conceitos e métodos da ‘Tomada de decisões em contextos de incerteza’ e da ciência cidadã. Com isso, é possível lidar com os desafios de forma renovada e bem-sucedida nesse e em diversos campos da ciência e da vida em sociedade.
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