A perspectiva dos profissionais de saúde no atendimento a adolescentes trans: uma análise qualitativa
Palabras clave:
Pessoas transgênero, Adolescentes, Saúde pública, Capacitação profissional, Profissionais da saúdeResumen
O artigo explora conflitos, facilidades e dificuldades no atendimento a adolescentes trans em ambulatórios especializados, mapeando experiências de 14 profissionais de saúde. Com abordagem qualitativa e entrevistas semiestruturadas, a análise identificou cinco classes: 1) dinâmica do atendimento e envolvimento familiar; 2) impactos sociais e violências contra pessoas trans; 3) desafios nos processos de hormonização; 4) questões de gênero e identidade; e 5) formação profissional específica. Os resultados evidenciaram: 1) nuances do cuidado a adolescentes trans, especialmente quanto a direitos, privacidade e apoio familiar; 2) impacto da cisnormatividade nas experiências de cuidado, podendo gerar sofrimento ou acolhimento conforme a postura profissional; 3) preocupações com o uso seguro de hormônios e a importância do acompanhamento especializado; 4) reconhecimento, pelos profissionais, de termos e vivências da diversidade de gênero, com respeito e sensibilidade; e 5) carência de formação acadêmica e de debate sobre saúde trans nas graduações em saúde. Conclui-se que é urgente fortalecer políticas públicas e práticas profissionais que promovam cuidado integral, empático e inclusivo a adolescentes trans, valorizando suas identidades e a formação contínua dos profissionais como caminho para um sistema de saúde equitativo e acolhedor.
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